Um parisiense que não põe os pés na sua cidade desde 2014 perderia o rumo ao inspecionar a capital doze anos depois. Ruas que se tornaram pedonais, praças refeitas, mini-bosques em frente à Câmara Municipal, na Place de Catalogne… O espaço público parisiense mudou durante os dois mandatos da prefeita socialista cessante, Anne Hidalgo. Para os defensores dos resultados, a cidade surge mais transitável e mais verde; os detratores apontam para más condições das estradas e da vegetação, principalmente devido aos efeitos da comunicação.
Contrariando os objectivos ecológicos, a oposição denuncia uma tendência para “concretização”citando como exemplo as Places de la République e de la Bastille, ainda muito minerais após a sua renovação. No entanto, globalmente, esta artificialização do solo não é objectivada, como demonstra o trabalho de mapeamento do Instituto da Região de Paris.
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