O Ministro da Educação Nacional, Edouard Geffray, confirmou no dia 17 de fevereiro em O Ecos, o que esperavam os envolvidos no ensino médio profissionalizante: o abandono, um ano após sua entrada em vigor, do “ano em Y”. Ou o facto, para os estudantes do último ano profissional, de realizarem as provas do bacharelado um mês antes e escolherem um final de ano entre semanas de estágio e “preparação para estudos posteriores”. Num sector que, segundo o Departamento de Avaliação, Prospectiva e Desempenho (DEPP), concentra 17% de desistências, face aos 7% da generalidade, o ministro notou um fracasso previsível. “Os alunos não frequentavam estágios nem aulas”ele admitiu.
“Mais uma coisa imposta sem diagnóstico por pessoas que não conhecem o percurso profissional”ataca Pascal Vivier, secretário-geral do sindicato Snetaa-FO, antes de resumir: “Há vinte anos que todo mundo percebe que há um problema com o ensino médio profissional, caso contrário não teríamos reformado tanto. Mas a verdade é que ninguém sabe o que fazer. » O acompanhamento deste enésimo ajustamento cabe agora a Sabrina Roubache, nomeada quinta-feira, 26 de fevereiro, Ministra da Educação, Formação Profissional e Aprendizagem. O novo ministro assumiu a chefia de uma pasta que estava desaparecida dos castings do governo desde janeiro de 2024.
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