Olga Kurylenko, Laurent Lafitte e Blanche Gardin, em “Alter ego”, de Nicolas e Bruno.

A OPINIÃO DO “MUNDO” – IMPERDÍVEL

Então eles se autodenominam Nicolas e Bruno para assinar suas más jogadas. O primeiro chama-se Charlet, o segundo Lavaine. Eles fazem, tirando alguns detalhes, tudo junto. Nascido (1970). Criar – anúncios, clipes, esboços (“Mensagem de caráter informativo »1998, no Canal+), série (O escritório2006), filmes. Finalmente, logicamente, cultive uma espécie de obsessão pela figura do duplo. Este já era o caso A Pessoa de Duas Pessoas (2008), seu primeiro longa-metragem, do qual nos lembramos com bastante clareza. Alain Chabat, no papel de cantor nerd e extravagante, morreu ali no hospital após ter atropelado Daniel Auteuil num acidente de carro, um funcionário pequeno, estreito, pusilânime e solteiro, não sem ter no processo se acomodado na cabeça. O filme contou, de uma forma ao mesmo tempo trivial e delirante, a história dessa convivência.

O conjunto agora está redistribuindo os cartões com Alter egopassando de dois em um para um em dois. Aqui está a situação. Em uma área suburbana inadequada para executivos de nível médio, duas confortáveis ​​casas geminadas. No primeiro estão Alex (Laurent Lafitte) e sua esposa Nathalie (Blanche Gardin). Ele é parcialmente careca, com testa baixa, aparência abatida, possivelmente paranóica e misantrópica, e parece ter o nível intelectual e mental de uma criança de 13 anos. Ela acaba sendo mais sociável e amigável do que ele, mas lhe dá pontos pelo resto. O casal candidata-se a uma posição invejável – um pouco caricaturada, concordamos – como representante ideal da família média francesa. Então tudo está indo bem em um ambiente onde estamos morrendo de tédio pensando o tempo todo ” eu te amo “.

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