Os frequentadores do mercado Charmeuse, em Goussainville (Val-d’Oise), acostumaram-se a ouvir o barulho das decolagens. Quase a cada cinco minutos, aviões decolam, pontuando a vida do mercado onde Jean, um charcuteiro (que apenas informou o primeiro nome), frequenta duas vezes por semana. Nesta cidade de 30.000 habitantes no nordeste da região parisiense, a cerca de dez quilômetros das pistas do aeroporto Roissy – Charles-de-Gaulle, os incômodos do maior aeroporto francês pontuam a vida cotidiana. “Ouvimos muitos aviões todos os dias, isso aumenta o barulho das conversas, e alguns expositores gritam para encobrir a passagem de uma aeronave pousando”, relata Jean.
A poucos quilómetros dali, onde reside, em Arnouville, um pouco mais a sul das infraestruturas aeroportuárias, a exposição ao ruído é ainda mais acentuada. Sua casa fica logo abaixo de um corredor aéreo, no prolongamento de uma pista de decolagem. “No verão é impossível comer fora: há um avião a cada dois minutos, inclusive à noite, mas a um ritmo mais lento. »
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