Única mulher integrante da nebulosa de artistas experimentais que deu origem ao movimento Fluxus, criado em 1962, Alison Knowles (1933-2025) foi uma personalidade muito ativa cujo nome foi um tanto eclipsado pelas trajetórias das grandes figuras deste movimento, e também porque o seu trabalho foi largamente performativo e colaborativo, deixando, no seu caso, menos vestígios museológicos. Redescoberto na década de 2000 graças à retomada de espetáculos, como o seu Faça uma saladaque refez no Turbine Hall da Tate, em Londres, em 2008 – o preparo de uma salada gigante, misturada e servida com um ancinho de folhas – performances que, a partir de 1962, fizeram com que ela praticasse uma estética relacional abraçando valores fluxianos: fusão de arte e vida, humor, poesia e rejeição ao formalismo elitista.
A exposição apresentada no Museu de Arte Moderna e Contemporânea de Saint-Etienne (MAMC+) é a primeira retrospectiva dedicada ao artista americano. Em viagem, foi apresentada pela primeira vez, em 2022, em Berkeley, na Califórnia, depois, em 2024, em Wiesbaden, na Alemanha, antes de partir esta primavera para Copenhaga e terminar a sua viagem de forma simbólica em Nova Iorque, no NYU Museum (New York University), na cidade onde viveu toda a sua vida, mas onde nunca antes tinha beneficiado de uma exposição real.
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