Cforçado a uma certa impotência na cena nacional, desde a fracassada dissolução da Assembleia Nacional em Junho de 2024, Emmanuel Macron parece enfraquecido na cena europeia. Como se, por efeito de contágio, o presidente tivesse se tornado o “ pato manco »para usar a expressão “pato manco” que atribuímos, do outro lado do Atlântico, a um presidente americano que está em partida, que está em Paris.
O anúncio da Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na sexta-feira, 27 de fevereiro, de uma aplicação provisória do acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, sem esperar pela sua ratificação pelo Parlamento Europeu, é o exemplo mais recente. Se ela fez Berlim feliz, não poderia ter sido pior para Emmanuel Macron. Em plena Mostra Agrícola, a menos de um mês das eleições autárquicas e a um ano e meio das eleições presidenciais em que o Rally Nacional (RN) é hoje o favorito, mostra a um presidente que Bruxelas já não se dá ao trabalho de poupar.
Este início de ano foi cruel para Emmanuel Macron, a quem a Alemanha também maltratou ostensivamente. Ao abordar o presidente do conselho italiano, Giorgia Meloni, o chanceler Fredrich Merz alimentou esta história de uma França no fim da corda, com a qual teria sido tão difícil trabalhar, e de um chefe de Estado isolado. “Existe um verdadeiro motor germano-italiano neste momento”exultou, no dia 12 de fevereiro, Giorgia Meloni.
Você ainda tem 73,71% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.