A decisão era esperada e não demorou muito, dada a proximidade das eleições autárquicas. Tal como sugerido pelo relator público na quarta-feira, 25 de fevereiro, o Conselho de Estado rejeitou, na sexta-feira, 27 de fevereiro, o apelo de La France insoumise (LFI) contra a decisão do Ministério do Interior de classificar o movimento populista como “extrema esquerda” para as eleições de março. Anexo registrado por circular assinada em 2 de fevereiro pelo Ministro do Interior, Laurent Nuñez.
O partido de Jean-Luc Mélenchon viu uma manobra política nesta decisão da Place Beauvau de retirar os “rebeldes” do “bloco de esquerda”, no qual eram até então categorizados ao lado do Partido Socialista (PS), dos Ecologistas ou do Partido Comunista Francês. UM “esquema”denunciou o coordenador do movimento, Manuel Bompard.
LFI não é “fundado[e] » tem “sustentar” que a sua ligação à extrema esquerda “estaria contaminado por um erro manifesto de apreciação nem poderia ser considerado, nas circunstâncias do caso, como susceptível de alterar a sinceridade do voto”, considere os juízes. Ao contrário das nuances atribuídas a partir de dentro, o rótulo político é “livremente escolhido” por grupos políticos, eles são abundantes. A mais alta corte administrativa fez leitura semelhante da nuance política em março de 2024, quando rejeitou o recurso do Conselho Nacional (RN) contra seu apego à “extrema direita” na classificação de candidatos às eleições senatoriais.
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