Não houve progresso entre o Irão e os Estados Unidos, mas “progresso significativo”segundo o Ministro dos Negócios Estrangeiros e mediador de Omã, Sayyid Badr Al-Boussaïdi. As negociações realizadas na quinta-feira, 26 de fevereiro, em Genebra (na Suíça), permitiram a Teerão adiar face às ameaças de ataques de Washington, sem conduzir, nesta fase, a um compromisso sobre o tema do programa nuclear militar iraniano. A reunião deu aos enviados especiais da Casa Branca, os empresários Steve Witkoff e Jared Kushner, a oportunidade de se reunirem pela segunda vez em menos de um mês com o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghtchi, que está muito mais familiarizado com os mistérios da negociação nuclear entre os dois países.
A situação é grave e a pressão americana está no máximo. Em 19 de fevereiro, Donald Trump emitiu um ultimato de “dez a quinze dias” antes de recorrer à força, por falta de perspectiva de compromisso. Os Estados Unidos enviaram um verdadeiro “armada”segundo o presidente MAGA (Make America Great Again), em torno de dois de seus porta-aviões.
Aos olhos da administração Trump, trata-se de dar uma última oportunidade à negociação. Mas o clima é muito tenso, quase dois meses depois da repressão sangrenta do vasto movimento de protesto contra o regime, que deixou mais de 30 mil mortos, segundo as estimativas mais sombrias. O presidente norte-americano decidiu não intervir para apoiar os manifestantes, como tinha ponderado no início de janeiro.
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