Nicole Grajewski é professora assistente do Centro de Pesquisa Internacional (CERI) da Sciences Po. Ex-pesquisadora associada do programa de política nuclear da Fundação Carnegie para a Paz Internacional, em Washington, ela detalha as capacidades de resposta militar do Irã diante de possíveis ataques americanos, enquanto novas conversações indiretas entre os Estados Unidos e o Irã acontecem na quinta-feira, 26 de fevereiro, em Genebra (Suíça), sob a mediação do Sultanato de Omã.
Embora as negociações entre os Estados Unidos e o Irão pareçam estar muito estagnadas, o arsenal balístico à disposição de Teerão preocupa muito o Ocidente. Foi reconstituído desde a última campanha de ataque israelo-americana, em Junho de 2025?
A parte do arsenal iraniano que foi especialmente afetada é a dos mísseis balísticos de médio alcance [de 1 000 à 2 000 kilomètres environ, ils mettent le territoire israélien à portée de Téhéran]. Contudo, de acordo com a maioria das informações disponíveis, o Irão tem conseguido desde então produzir mísseis balísticos a um ritmo impressionante, de acordo com os padrões internacionais e em instalações que não foram danificadas durante a guerra.
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