Leite infantil em pó. A UE reforçará os seus controlos sobre as importações da substância incriminada no caso do leite infantil contaminado.

A União Europeia decidiu reforçar os seus controlos fronteiriços sobre as importações provenientes da China da substância incriminada no caso do leite infantil contaminado por uma toxina, o que desencadeou nomeadamente investigações legais em França.

A partir de quinta-feira, as alfândegas terão de controlar 50% dos envios que chegam à UE e são originários da China desta substância, o petróleo rico em ácido araquidónico, este produto “provavelmente representando um sério risco para a saúde humana”especifica uma decisão, publicada quarta-feira, 25 de fevereiro, no Jornal Oficial da União Europeia.

As investigações realizadas na Europa após casos de bebés contaminados por esta toxina, a cereulide, “forneceu evidências de que o óleo rico em ácido araquidônico originário da China e usado para fazer leite em pó era a fonte dessa contaminação”explica o texto, justificando a aplicação desses controles reforçados.

Vários fabricantes, incluindo gigantes europeus como a Nestlé, a Danone e a Lactalis, recolheram desde Dezembro fórmulas infantis susceptíveis de estarem contaminadas por esta toxina – cereulide – em mais de 60 países.

Sintomas gastrointestinais

Duas agências da UE especializadas em segurança alimentar e prevenção de doenças afirmaram que um total de sete países europeus, incluindo França, Bélgica e Reino Unido, relataram casos de bebés que apresentaram sintomas gastrointestinais após consumirem leite em pó.

As autoridades francesas estão também a investigar a morte de três bebés, a última das quais ocorreu em 5 de fevereiro, suspeitos de terem bebido leite em pó dos lotes recolhidos. “Até o momento, nenhum caráter de imputabilidade foi cientificamente estabelecido”porém, insiste o Ministério da Saúde em seu site. “Investigações judiciais estão em andamento sobre esses relatórios”.

Uma empresa chinesa estabelecida em Wuhan, no centro do país, a Cabio Biotech, é suspeita de ser a fornecedora da substância incriminada.

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O mundo com AFP

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