A demência de início precoce, também chamada de demência de início precoce, afeta centenas de milhares de pessoas todos os anos. Ao contrário da crença popular, esta doença não afecta apenas os idosos. Um estudo, publicado em Neurologia Jama em 2024, lança nova luz sobre os fatores de risco associados a esta patologia. Os pesquisadores analisaram dados de mais de 350 mil indivíduos com menos de 65 anos no Reino Unido, revelando caminhos promissores para prevenção e gestão desta doença devastadora.
Fatores de risco identificados: uma mistura de genética e estilo de vida
O estudo, realizado por uma equipe internacional liderada pelo Dr. David Llewellyn, da Universidade de Exeter, destacou luz 15 fatores de risco associados à demência precoce. Entre esses fatores, encontramos:
- baixo estatuto socioeconómico;
- isolamento social;
- distúrbios auditivos;
- o fundo deAVC ;
- diabetes;
- doença cardíaca;
- depressão.
Mais surpreendentemente, o estudo também identificou a deficiência de vitamina D e níveis elevados de proteína C reativa (um marcador de inflamação) como potenciais fatores prejudiciais. No plano genéticoa presença de duas variantes do gene ApoE4 ε4, já associadas a Doença de Alzheimertambém aumenta o risco de demência precoce.

Um grande estudo identifica 15 fatores ligados ao risco precoce de demência. © stockimagesbank, iStock
O paradoxo do álcool e a importância da educação
O estudo revela uma relação complexa entre o consumo de álcool e o risco de demência precoce. Se o abuso deálcool está claramente associado ao aumento do risco, o consumo moderado a elevado parece paradoxalmente correlacionado com a redução do risco. Os pesquisadores explicam esse fenômeno pelo fato de que as pessoas que consomem álcool com moderação geralmente apresentam melhor saúde geral. É importante observar que muitas pessoas em abstinência estão sóbrias por motivos médicos.
Além disso, o estudo destaca a importância da educação formal como fator de proteção. Um nível mais elevado de educação está associado a um risco reduzido de demência precoce. Da mesma forma, melhor força de preensão, um indicador de fragilidade físicotambém está ligado a um risco menor.
Impacto e perspectivas para pesquisa e prevenção
Este estudo, descrito como “ o maior e mais robusto já realizado » pelo Dr. Llewellyn, abre novas perspectivas para a prevenção e tratamento da demência precoce. O Dr. Sebastian Köhler, da Universidade de Maastricht, destaca a importância destas descobertas:
“ Além dos fatores físicos, a saúde mental desempenha um papel crucial, incluindo a prevenção de estresse crônica, solidão e depressão “.
A tabela abaixo resume os principais fatores de risco e proteção identificados:
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Fatores de risco |
Fatores de proteção |
|
Baixo status socioeconômico |
Alto nível de educação |
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Isolamento social |
Boa força de preensão |
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Problemas auditivos |
Consumo moderado de álcool* |
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História de acidente vascular cerebral |
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Diabetes |
* Deve ser interpretado com cautela
Estes resultados oferecem novos caminhos para a investigação e desenvolvimento de estratégias de prevenção específicas. Dr Stevie Hendriks, neurocientista da Universidade de Maastricht, enfatiza a importância destas descobertas:
“ A demência de início precoce tem um impacto muito grave, uma vez que as pessoas afetadas geralmente ainda têm empregos, filhos e vidas ocupadas. Muitas vezes, presume-se que a causa seja genética, mas para muitas pessoas não sabemos a origem exata. Portanto, também queríamos investigar outros fatores de risco neste estudo. »
Ao identificar estes factores de risco modificáveis, este estudo abre caminho para abordagens preventivas mais eficazes, oferecendo esperança de reduzir oimpacto da demência precoce através da adopção de estilos de vida mais saudáveis e da gestão proactiva dos factores de risco identificados.