Nas instalações da ArcelorMittal em Mardyck, perto de Dunquerque (Norte), 10 de fevereiro de 2026.

O Senado deverá examinar, quarta-feira, 25 de fevereiro, o projeto de lei que visa nacionalizar os ativos do grupo siderúrgico francês ArcelorMittal. Combatido pelo governo, o texto, apresentado na Assembleia Nacional pela La France insoumise (LFI), pegou todos de surpresa. Foi finalmente aprovado, em 27 de novembro de 2025, pelos deputados, graças à maioria dos votos dos partidos de esquerda (Partido Socialista, Partido Comunista e Ecologistas) e à abstenção dos deputados da Reunião Nacional.

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No Senado, liderado principalmente pela direita, o projeto, desta vez apresentado pelo grupo comunista, tem poucas chances de ser votado. “Não temos ilusões mas queremos manter a pressão sobre o governo antes que o texto volte à Assembleia Nacional”explica Cécile Cukierman, senadora pelo Loire e presidente do grupo comunista. Depois de analisado, o texto continuará sua jornada parlamentar padrão, com retorno aos deputados previsto para junho.

Para a esquerda e para a CGT, a nacionalização das atividades francesas do número dois mundial em aço, ou seja, cerca de quarenta instalações, incluindo as principais em Dunquerque (Norte) e Fos-sur-Mer (Bouches-du-Rhône), a um custo de 3 mil milhões de euros segundo a LFI, é a única solução para salvar a indústria siderúrgica em França e relançar a descarbonização dos altos-fornos. Todos acusam a ArcelorMittal de querer desligar-se da Europa e de França para concentrar a sua produção no estrangeiro, nomeadamente na Índia, no Brasil e nos Estados Unidos.

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