“Mexico Medea” (Medea me canto un corrido), de Dahlia de la Cerda, traduzido do espanhol (México) por Lise Belperron, Basement, 168 p., 21,50€, digital 15€.

Uma bola de fogo cruza o céu. É ela. Ela que, a bordo de seu Volkswagen Jetta “ultratunado”chega a Aztlán, terra mítica dos astecas. Vestido bodycon, longas tranças africanas, tatuagens de cobra. Medeia. A mulher que traiu sua família e seu país por causa de Jason e, por sua vez, traída por ele, caiu em uma loucura vingativa – matando seus próprios filhos. Então aqui está ela, ressuscitada, renovada, perfeitamente moderna, que chega ao México para ajudar todas as mulheres que povoam México Medeia, a nova coleção de contos da escritora mexicana Dahlia de la Cerda.

E eles precisam de apoio. Porque “O México é um país que odeia as mulheres”o autor já observou em Assistir cachorros (Sous-sol, 2024), primeira coleção que o deu a conhecer. Isto ainda é verdade hoje, no momento em que Medeia se aproxima deste país; a decoração permanece inalterada: crime organizado, corrupção militar, violência social, institucional, conjugal… formam o alívio desta “país que colhe cadáveres”. Mas quando Assistir cachorros lançar luz, através das histórias de treze mulheres, sobre o fenômeno dos feminicídios no México, Medeia do México tece seis histórias para falar de outra coisa: a maternidade.

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