Mais de 40 milhões de pessoas no nordeste dos Estados Unidos preparam-se esta segunda-feira para uma enorme tempestade de neve que já fechou Nova Iorque, onde as viagens estão proibidas até ao meio-dia (17:00 GMT) e as escolas fechadas.

“A cidade de Nova Iorque não sofreu uma tempestade desta magnitude na última década”, alertou o presidente da Câmara, Zohran Mamdani, numa conferência de imprensa no domingo, antes desta perturbação que já causou milhares de cancelamentos de voos e cortes de energia significativos em todo o nordeste dos Estados Unidos.

Mais de 200 mil casas estavam sem eletricidade às 06h30 GMT, de acordo com o site PowerOutage.us, incluindo quase 80 mil em Nova Jersey e mais de 55 mil em Delaware.

Os governadores de sete estados (Connecticut, Delaware, Massachusetts, Nova Jersey, Nova Iorque, Pensilvânia e Rhode Island) declararam estado de emergência, com proibições de trânsito em vigor desde a tarde de domingo.

Quase 30 centímetros de neve caíram em partes de Long Island, informou o Serviço Meteorológico Nacional no X, acrescentando: “Nossa nevasca começou bem e verdadeiramente”.

Em Nova York, caíram entre 12 e 18 cm de neve pouco depois das 23h. Domingo (04h00 GMT de segunda-feira), de acordo com a agência de gerenciamento de emergências da cidade.

São esperados até 70 cm de neve nas próximas horas, com rajadas de vento gelado chegando a 80 km/h.

Na manhã de segunda-feira, os arranha-céus de Wall Street eram pouco visíveis do vizinho Brooklyn por causa da tempestade.

A megalópole de oito milhões de habitantes declarou estado de emergência e proibição de viagens, que entrou em vigor no domingo, às 21h00. (02h00 GMT), até segunda-feira ao meio-dia (17h00 GMT).

Aplica-se à maioria dos transportes, desde automóveis individuais a veículos comerciais, incluindo bicicletas elétricas. Não se aplica a trabalhadores essenciais ou residentes que precisam viajar para emergências.

– “O pior ainda está por vir” –

Pessoas em uma plataforma de metrô no bairro de Queens, em Nova York, em 22 de fevereiro de 2026 (AFP - CHARLY TRIBALLEAU)
Pessoas em uma plataforma de metrô no bairro de Queens, em Nova York, em 22 de fevereiro de 2026 (AFP – CHARLY TRIBALLEAU)

Esta é a segunda grande tempestade de inverno que o prefeito democrata enfrenta desde que assumiu o cargo no início de janeiro.

No final de janeiro, uma longa onda de frio deixou pelo menos 18 mortos na cidade, a maioria por hipotermia. No total, as autoridades registaram pelo menos uma centena de mortes no país.

“O pior ainda está por vir”, alertou a governadora de Nova Iorque, Kathy Hochul, durante uma conferência de imprensa no domingo, antes de aconselhar os residentes a permanecerem “confortavelmente” em casa.

“E os pais que têm de ir trabalhar? É injusto”, protestou Brandon Smith, morador do Brooklyn entrevistado pela AFP antes da parada de trânsito. Ele estava preocupado com as dificuldades que aqueles que não podem teletrabalhar encontrarão.

Já os turistas ficaram encantados com o espetáculo oferecido pela primeira nevasca, como Macarena Gonzalez, do Chile: “Eu sabia que ia nevar um pouco, mas não pensei que fosse tanto.

A sede das Nações Unidas em Manhattan também será fechada na segunda-feira e “todas as reuniões planejadas serão adiadas”, segundo um comunicado interno.

A megalópole de Nova York não será a única afetada, estando boa parte do litoral Nordeste em alerta.

Em Boston, onde se prevêem até 60 cm de neve, as escolas serão encerradas na segunda-feira, face a uma tempestade que “promete ser de magnitude histórica”, alertou a presidente da Câmara, Michelle Wu.

Mais de 8.700 voos foram cancelados desde domingo, segundo o site especializado FlightAware, sendo os aeroportos de Nova Iorque os mais afetados por estes cancelamentos, seguidos dos aeroportos de Boston, Newark e Filadélfia.

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