A notícia se espalhou como um incêndio ao meio-dia de domingo, 22 de fevereiro, no México: Nemesio Oseguera Cervantes, vulgo “El Mencho”, líder do temido cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), morreu com sete de seus guarda-costas, em uma operação realizada pelo exército mexicano com a ajuda da inteligência americana, na cidade de Tapalpa, quase 140 quilômetros a sudoeste do México. Guadalajara (Estado de Jalisco).
Ao mesmo tempo que a informação era confirmada, uma avalanche de vídeos – alguns deles falsos – já mostrava a resposta do cartel, um dos mais sanguinários e poderosos do país: lojas e autocarros em chamas, estradas cortadas, aeroportos fechados, ataques a bancos. Guadalajara, capital do estado de 6 milhões de habitantes, assim como Puerto Vallarta, estância turística popular entre os americanos, foram as primeiras cidades alvo destas represálias.
Imagens de colunas de fumaça no céu obrigaram países, incluindo França e Estados Unidos, a emitir alertas aos viajantes para que se hospedassem em seus hotéis. As companhias aéreas norte-americanas cancelaram dezenas de voos para várias cidades mexicanas. Durante todo o dia, correspondentes locais de jornais mexicanos confirmaram ou negaram as imagens difundidas em abundância nas redes sociais, enquanto as autoridades apelavam à população para ficar em casa e aos comerciantes para baixarem a cortina.
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