O presidente dos EUA, Donald Trump, durante uma conferência de imprensa, sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, na Casa Branca.

À primeira vista, a decisão do Supremo Tribunal que invalidou, sexta-feira, 20 de fevereiro, os chamados direitos aduaneiros “recíproca” implementada por Donald Trump, parecia uma boa notícia. Mas as empresas europeias mal tiveram tempo para se alegrarem, pois o fim de semana trouxe a sua quota-parte de reviravoltas e terminou na maior confusão. “Entramos numa nova fase de incerteza, é necessariamente preocupante”alarma Alexandre Saubot, CEO da empresa Haulotte e presidente da France Industrie, o lobby dos industriais franceses.

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O presidente americano, de facto, respondeu ao desmentido da mais alta autoridade judicial americana, julgando que ele tinha excedido os seus poderes, impondo um novo imposto sobre as mercadorias que entram nos Estados Unidos, qualquer que seja a sua origem. Uma medida tomada com base na Lei do Comércio, uma base jurídica alternativa àquela que Donald Trump utilizou em abril de 2025 e que o Supremo Tribunal denunciou.

O artigo 122 deste texto autoriza assim o governo americano a impor impostos aduaneiros por um período de 150 dias, renováveis ​​em caso de acordo do Congresso. Um dispositivo previsto para entrar em vigor na terça-feira, 24 de fevereiro. Sabendo disso, no sábado, em jogo de vantagem, Donald Trump anunciou que aumentaria a alíquota para 15%, o máximo autorizado pela Lei de Comércio. Este é exactamente o montante do imposto em vigor para uma grande parte das empresas europeias.

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