Em frente à fábrica da Volkswagen em Dresden (Alemanha), 14 de maio de 2025.

A decisão do Supremo Tribunal americano, sexta-feira, 20 de fevereiro, de declarar inconstitucionais os direitos aduaneiros “recíprocos” instituídos em 2025 por Donald Trump traz mais incerteza do que alívio à indústria alemã em crise. Porque, no processo, o presidente americano anunciou que iria impor, através de outra via legislativa, o Trade Act, direitos aduaneiros de 10% sobre todas as importações, antes de aumentá-los para 15%, sábado, 21 de fevereiro.

De facto, para a indústria automóvel, o principal sector industrial do país, a decisão do Supremo Tribunal e a resposta de Donald Trump não mudam nada. Os direitos aduaneiros já faziam parte da Lei do Comércio e já ascendiam a 15%. A Federação Automóvel Alemã (VDA), o lobby do setor, confirmou que não espera qualquer mudança, e sublinha que estas medidas continuam a pesar fortemente nos resultados dos fabricantes, que viram as suas margens diminuir em 2025.

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