A biatleta francesa Julia Simon comemora a medalha de ouro no revezamento feminino nas Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina, em 18 de fevereiro de 2026.

À medida que se aproxima a cerimónia de encerramento Milão-Cortina, surge uma observação: os Jogos Olímpicos de Inverno (JO) são um clube seleto. Das 92 delegações nacionais convidadas para Itália, apenas 29 conseguiu subir ao pódio olímpico. Clube dos países ricos, a edição de 2026 não o negará. Porque para o regresso aos Alpes, berço dos desportos de inverno, a Europa e os Estados Unidos monopolizam, como sempre, os primeiros lugares do quadro de medalhas. E o aquecimento global não deve ajudar a universalidade – uma ilusão – dos Jogos, que reduz a nada as regiões do mundo capazes de os organizar.

Ao fazer o balanço da quinzena italiana, os resultados da seleção francesa devem ser analisados. O objetivo apontado pela Agência Nacional de Esportes (ANS) – braço armado do Estado em termos de alto rendimento – foi alto: conquistar 50% mais medalhas em relação a Pequim 2022 (14 pódios). Ambicioso, mas não irrealista, na presença muito discreta da Rússia – apenas 13 atletas para as Olimpíadas Milão-Cortina – que só obteve uma medalha, a prata de Nikita Filippov no esqui de montanha, contra 32 na China.

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