48 anos depois, o mistério da dupla reviravolta de Actarus continua a fascinar os fãs de “Goldorak”: técnico, artístico… ou apenas pelo estilo? Uma retrospectiva deste gesto icônico.
Mesmo depois de quase meio século, a famosa série de ficção científica Goldorak, criada por Gô Nagai, continua cativando fãs e alimentando debates acalorados. Entre as muitas perguntas que os aficionados têm feito desde a década de 1970, uma permanece particularmente intrigante: por que o Actarus realiza duas rotações antes de ocupar o seu lugar na cabine do seu robô gigante?
Cada episódio apresentou esta cena icônica. Assim que o herói lançar a palavra-chave “Transferir!“, ele ativou a alça que o levou do disco voador até a cabeça de Grendizer. Os espectadores sabiam então que uma luta estava para começar. Porém, essas rotações repetitivas sempre fizeram os fãs do anime coçarem a cabeça, que não deixavam de oferecer explicações que iam do técnico ao ridículo.
Hipótese técnica: trilhos não totalmente retos
Uma primeira teoria, racional e bastante séria, diz respeito à mecânica da transferência. Segundo alguns fãs, o assento do Actarus precisa girar duas vezes para caber nos trilhos que levam à cabine. Esses trilhos não estariam alinhados em linha reta e as rotações permitiriam ao Príncipe de Euphor se posicionar corretamente antes de assumir o controle. Em outras palavras, essas inversões de marcha seriam um passo necessário para chegar ao ângulo certo dentro da cabeça do robô.
E se fosse para desacelerar a descida?
Outras hipóteses são um pouco mais divertidas. Alguns sugerem que essas rotações servem para desacelerar o assento, que caso contrário poderia descer muito rapidamente e causar um acidente… como passar pelo para-brisa de Grendizer. Uma ideia mais científica imagina essas rotações como paradas de descompressão, como o que os mergulhadores fazem para evitar que o nitrogênio no sangue cause danos.
Redescubra esta famosa reviravolta dupla abaixo:
A viagem na direção oposta
Outra interpretação joga com o retorno do herói ao seu disco após uma missão. A primeira inversão de marcha permitiria que Actarus voltasse na direção certa para retornar ao centro de sua nave, enquanto a segunda seria necessária para alinhar corretamente e pilotar Grendizer novamente. Uma explicação simples, mas que se enquadra perfeitamente na lógica do personagem.
Uma dica dos animadores
Há também uma hipótese mais pragmática ligada à produção de séries animadas nas décadas de 1970 e 1980. Os prazos costumavam ser muito curtos, forçando alguns estúdios a terceirizar a animação para a Coreia do Sul. A reutilização de sequências de assinatura, como a transferência com ambas as rotações, economizou um tempo valioso. Esses movimentos repetidos alongaram um pouco a cena, facilitando o ritmo de produção e garantindo a exibição de um episódio por semana, assim como a famosa cena da metamorfose antes da decolagem de Grendizer.
Toei
Actarus, o rei do estilo?
Finalmente, e talvez mais agradável, a dupla inversão de marcha poderia simplesmente ser uma exibição. Actarus, sabendo que ele e Goldorak são invencíveis, poderia permitir que este pequeno gesto teatral impressionasse seus oponentes. E o público sempre adorou essa assinatura, assim como o famoso “Grendizer, vá!“. Afinal, uma única rotação teria deixado o herói de cabeça para baixo… impraticável para enfrentar as forças de Vega.
Grendizer está atualmente disponível para assistir novamente no canal Mangas e também em DVD.
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