Se desde 17 de fevereiro a seleção francesa já havia batido o recorde de medalhas nos Jogos de Inverno, conseguiu superar, no sábado, 21 de fevereiro, o objetivo estabelecido antes do prazo pelo Comitê Olímpico e Desporto Nacional (CNOSF), aumentado para 21 prêmios. Melhor ainda, nos três pódios de hoje, os Blues foram convidados duas vezes ao degrau mais alto.
No esqui de montanha, Emily Harrop e Thibault Anselmet conquistaram a medalha de ouro na estafeta mista, dois dias depois da prata do primeiro, no sprint, e do bronze do segundo, na mesma disciplina. Decepcionada por ter perdido o título individual contra a suíça Marianne Fatton, a saboiana se vingou: a dupla suíça ficou em segundo lugar na prova deste domingo.
“Temos sorte de ter uma segunda chance [après les courses individuelles]. Eu realmente não queria deixar isso passar, passar por isso.”confidenciou Emily Harrop na zona mista, em comentários relatados por RMC Esporte. “Fomos buscá-la hoje, nunca é fácil mas acho que realmente fomos os melhores, não houve dúvida”estimou, por seu lado, Thibault Anselmet, citado pelo mesmo meio de comunicação.
Um total recorde para o biatlo francês
Um pouco mais tarde, Océane Michelon e Julia Simon conquistaram os dois primeiros lugares na largada em massa, a “corrida das rainhas”, permitindo ao biatlo francês concluir a sua épica Milão-Cortina com um total de treze medalhas, o total mais importante da história dos Blues numa única disciplina nos Jogos de Inverno. Um feito que só a esgrima francesa já tinha conseguido – se considerarmos também os Jogos Olímpicos de Verão –, com 15 prémios obtidos em Paris… em 1900.
Outro recorde foi quebrado no sábado pelo esquiador norueguês Johannes Klaebo. Coroado nos 50 km, tornou-se o atleta de maior sucesso em uma edição dos Jogos Olímpicos de Inverno após conquistar a sexta medalha de ouro na Itália. Ele estava à frente de dois de seus compatriotas, Martin Nyenget e Emil Iversen, no pódio, além do francês Théo Schely, que terminou em 4º lugar.e.
Permanece a incerteza para a seleção francesa: conseguirá permanecer no Top 5 do ranking nacional, como deseja o CNOSF? Por enquanto, tudo continua possível.