O presidente dos EUA, Donald Trump, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, e o representante de comércio, Jamieson Greer, durante uma conferência de imprensa na Casa Branca, em Washington, em 20 de fevereiro de 2026.

Donald Trump não disse a sua última palavra, após o revés infligido pelo Supremo Tribunal dos Estados Unidos na sexta-feira, 20 de fevereiro. O presidente norte-americano – cujos direitos aduaneiros ditos “recíprocos” foram cancelados na sexta-feira pelo mais alto tribunal do país – assinou um decreto na mesma noite para restabelecer uma barreira alfandegária de 10% às importações de todo o mundo, com base em outra peça legislativa.

“É uma grande honra para mim ter assinado, no Salão Oval, uma tarifa global de 10% aplicável a todos os países, que entrará em vigor quase imediatamente”escreveu Donald Trump em sua rede Truth Social. Ele alertou durante sua coletiva de imprensa na sexta-feira que a decisão dos juízes não o impediria de travar sua guerra comercial.

Os magistrados, na sua maioria conservadores, consideraram que a Casa Branca tinha ultrapassado as suas prerrogativas ao utilizar um texto especial da década de 1970, a Lei dos Poderes Económicos de Emergência Internacional (IEEPA), para impor os seus direitos aduaneiros, um poder que normalmente cabe ao Congresso. O que importa para Donald Trump, que brande outro texto da mesma época, a Lei do Comércio, e mais particularmente a secção 122, manter os seus impostos: eles entrarão em vigor na terça-feira, 24 de Fevereiro.

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