Eric Perrot durante a individual dos Jogos Milão-Cortina 2026 na Anterselva Biathlon Arena, em Anterselva, no dia 10 de fevereiro de 2026.

Eric Perrot ficou sozinho no campo de tiro antes da última volta, e ele experimentou uma curiosa sensação de déjà vu. A respiração controlada, as cinco balas embranquecendo os alvos, o público gritando seu nome: ele havia imaginado tudo, mentalizado nos mínimos detalhes. Ele teve esse momento ” sonhar “ como ele gosta de dizer. Doze dias depois da primeira coroação coletiva no revezamento misto, dez dias depois da prata no individual, o biatleta de 24 anos voltou a conquistar o ouro, na quarta-feira, 17 de fevereiro, desta vez no revezamento masculino, nos Jogos Olímpicos Milão-Cortina. Nesta sexta-feira ele enfrentará seu objetivo solo final: a largada em massa.

Mal cruzando a linha de chegada, à beira de desmaiar, o francês simplesmente abriu os braços para o céu antes de desmaiar. Não teve nem recursos para comemorar como costuma fazer, em gestos que revelam a natureza de um campeão de duas caras: um olhar sério, confiante, como aquele que era esperado e simplesmente fez o trabalho. Mas também uma forma um pouco infantil de designar seu babador ou de bater no peito, como um pirralho que fez seu truque ruim e pode insultar o mundo inteiro.

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