O Primeiro-Ministro, Sébastien Lecornu, rodeado pelo Ministro do Interior, Laurent Nuñez (à esquerda), pela Ministra Delegada responsável pela Igualdade, Aurore Bergé, e pelo Presidente do CRIF, Yonathan Arfi, antes do jantar anual do CRIF, em Paris, 19 de fevereiro de 2026.

Líderes políticos, figuras do mundo económico ou cultural e, claro, personalidades da comunidade judaica reuniram-se no carrossel do Louvre, em Paris, na quinta-feira, 19 de fevereiro. Este ano, mais de mil pessoas participaram no jantar organizado pela quadragésima vez pelo Conselho Representativo das Instituições Judaicas em França (CRIF), um recorde. Entre eles, também fizeram a viagem 24 ministros, bem como numerosos deputados – incluindo o antigo Presidente da República François Hollande – que vieram mostrar a sua amizade à comunidade judaica.

Num contexto marcado pela eclosão do anti-semitismo em França após o ataque terrorista do Hamas contra Israel em 7 de Outubro de 2023, muitos disseram na noite de quinta-feira que queriam ser “presente” para uma categoria de disciplina francesa “em enorme tensão”.

Como recordou Yonathan Arfi, presidente do CRIF, durante o seu discurso na noite de quinta-feira, os judeus de França representam 1% da população, mas sofrem metade dos actos anti-religiosos. Segundo números do Ministério do Interior, publicados a 12 de fevereiro, foram registados 1.320 ataques em 2025, com uma proporção particularmente elevada (67,4%) de ataques pessoais, categoria que inclui ataques verbais, físicos ou mesmo insultos online.

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