Implicados desde a publicação dos “Arquivos Epstein” por suas ligações com o criminoso infantil americano, Jack Lang e sua filha Caroline negam ter tocado “um centavo” da parte dele. A Procuradoria Nacional de Finanças ainda abriu inquérito contra eles, no dia 6 de fevereiro, por suspeita de “lavagem de fraude fiscal agravada” e ordenou buscas em diversos locais, inclusive no Instituto do Mundo Árabe (IMA), que Jack Lang chefiava desde 2013. No centro das investigações: a empresa offshore criada em 2016 por Jeffrey Epstein e Caroline Lang, a partir de uma ideia do empresário norte-americano no final de 2015, e cuja existência foi revelada por Mediapart2 de fevereiro.
Os Langs afirmaram ainda Mundo tendo apenas solicitado “duas mãos amigas” financiadores do amigo Jeffrey Epstein, para realizar dois filmes: o primeiro foi alvo de um pedido da mulher de Jack Lang, Monique, em setembro de 2015 (30 mil euros); o segundo, destinado a produzir Jack Lang, a travessia do século, de um pedido deste último em setembro de 2018 (50.000 euros).
Mas, na massa de emails revelados desde 30 de janeiro, uma troca enfraquece esta história e sugere que Caroline e Jack Lang solicitaram, na realidade, dinheiro ao financiador já em 2012, ano em que dizem que se tornaram amigos. Em 26 de novembro de 2012, ou seja, mais de três anos antes da criação do fundo offshore, Caroline Lang enviou dados bancários a Jeffrey Epstein. “Caro Jeffrey, finalmente, mas sem urgência, escreve a filha do ex-ministro. Em anexo encontram-se os dados bancários da ADCM “associação de culturas mundiais”. Até quarta-feira, um grande beijo. Carolina. »
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