Um último ovação de pé recebeu-o, no dia 20 de agosto de 2024, em Chicago, em plena convenção de posse da primeira candidata afro-americana à presidência dos Estados Unidos, Kamala Harris. Diminuído pela doença de Parkinson que se manifestou quase uma década antes e o obrigou a se movimentar em uma cadeira de rodas, Jesse Jackson teve que se contentar em responder aos aplausos com sorrisos e acenos de mão. As suas palavras, que o levaram à vanguarda do campo democrata quatro décadas antes, mas que também causaram constrangimento regularmente, já pertenciam ao passado.
Ele morreu aos 84 anos, anunciou sua família na terça-feira, 17 de fevereiro, em comunicado à imprensa. “O seu compromisso inabalável com a justiça, a igualdade e os direitos humanos ajudou a moldar um movimento global pela liberdade e dignidade”ela estimou, especificando que ele estava morto “em paz, rodeado pela família”.
Ele nasceu em 8 de outubro de 1941, em Greenville, na Carolina do Sul, onde reina a segregação como em todos os outros estados do sul. Filho natural de um estudante do ensino médio de 16 anos e figura da comunidade negra da cidade, um ex-boxeador profissional de 33 anos, ganhou nome quando o carteiro que se casou com sua mãe um ano depois lhe deu o seu, sem conseguir apagar completamente o opróbrio. Jesse Jackson, que manterá o vínculo com os dois homens, extrai deles a energia necessária para nutrir as mais altas ambições.
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