Cena surreal no Stelvio. Furioso por ter montado, Atle Lie McGrath jogou os bastões com raiva antes de cruzar a pista a pé, a algumas dezenas de metros da chegada. Chegando à orla da floresta, o esquiador norueguês, primeiro colocado na primeira etapa do slalom dos Jogos Olímpicos (OJ) de 2026, deitou-se, olhando para o céu, após ver desaparecerem suas esperanças de vencer a prova, segunda-feira, 16 de fevereiro, em Bormio (Itália). Somente a polícia local, que veio ao seu encontro em motos de neve, o tirou da aposentadoria, após longos minutos de discussão.
Enquanto isso, Loïc Meillard exultou diante de uma arquibancada alegre, como desde o início da semana, nas cores vermelha e branca da Suíça. Depois da prata no combinado alpino por equipes e depois no slalom gigante, o morador de Neuchâtel acrescentou o ouro olímpico ao seu recorde. Um ano depois do título mundial na disciplina. O austríaco Fabio Gstrein (2e) e o norueguês Henrik Kristoffersen (3e) acompanhá-lo no pódio. A seleção suíça invadiu o Stelvio. Liderada pelo insaciável Franjo von Allmen, ela conquistou todos os títulos olímpicos em jogo no resort Lombard – as provas de esqui alpino feminino acontecem em Cortina-d’Ampezzo (Veneto), a 350 km de distância.
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