Quentin D., o ativista identitário de 23 anos atacado na noite de quinta-feira à margem de uma conferência da eurodeputada Rima Hassan (La France insoumise, LFI), no Instituto de Estudos Políticos (IEP) de Lyon, morreu, anunciou a acusação, sábado, 14 de fevereiro.
Muito gravemente ferido, o jovem foi hospitalizado e colocado em coma. Ele não sobreviveu a uma concussão, resultado de violentos golpes recebidos na cabeça, disse uma fonte de segurança detalhada em Mundo.
A promotoria abriu uma investigação sobre violência agravada. O(s) autor(es) do ataque ainda não foram identificados. “A investigação continua, está agora a ser conduzida com fundamento em agressão mortal agravada, além de violência agravada por três circunstâncias”disse a promotoria no sábado em um comunicado à imprensa.
Segundo o grupo identitário Némésis – que se afirma feminista e continua a atribuir erradamente a responsabilidade pela violência sexual aos imigrantes – Quentin D. fazia parte do serviço de segurança responsável por ajudar os seus activistas durante a sua manifestação no distrito de Sciences Po (7e distrito) contra uma conferência de Rima Hassan.
O pequeno grupo de ultradireita afirmou, em várias mensagens no X, que Quentin D. tinha sido atacado por activistas de extrema-esquerda. O pequeno grupo Némésis designava membros da Jovem Guarda, grupo antifascista dissolvido em junho de 2025 e fundado pelo Lyonnais Raphaël Arnault, eleito deputado em 2024 em Vaucluse sob as cores da LFI.
Este drama desencadeou numerosas reações políticas, especialmente nas fileiras da extrema direita.