O fenómeno das “inundações generalizadas” que afecta França ultrapassa “todos os recordes”, indicou sábado o diretor do serviço Vigicrues, dizendo não esperar um “retorno à normalidade nos próximos dias”.

A França encontra-se numa “situação excecional” com “81 departamentos em alerta em simultâneo, incluindo 2 no vermelho e 14 no laranja para 154 rios”, somado ao facto de o país estar “há 30 dias consecutivos sem parar na (vigilância) laranja ou vermelha”, indicou Lucie Chadourne-Facon, diretora da Vigicrues, em entrevista à AFP.

“Portanto, ultrapassamos todos os nossos recordes”, desde que o Vigicrues, o serviço público de informação sobre riscos de inundação em França, foi criado em 2006.

Em detalhe, 2 departamentos e 2 secções de rio estão colocados em vermelho, enquanto 17 secções e 14 departamentos estão em vigilância laranja. A vigilância amarela também se aplica a 135 trechos e 65 departamentos, segundo dados do mapa das 10h que será atualizado às 16h.

Além disso, a França alcançou um índice de humidade do solo “mais elevado”, “o seu recorde absoluto”, desde o início da compilação destes dados em 1959.

“Muito claramente, não estamos absolutamente falando de um retorno à normalidade nos próximos dias da nossa parte”, sublinhou Chadourne-Facon.

A dimensão e a duração do fenómeno podem ser explicadas pelas significativas acumulações de chuva nos últimos dois meses em parte do território.

“Temos uma situação de inundações generalizadas em todo o território nacional porque todos os solos estão saturados em todo o lado” e “perderam a capacidade de infiltração”, explicou a senhora Chadourne-Facon.

Na verdade, “hoje, os rios são extremamente sensíveis à menor precipitação, à menor chuva que chega ao território, e por isso os rios reagem muito rapidamente”, acrescentou.

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