Esta é a primeira vez no setor bancário francês. O Banco Central Europeu (BCE) anunciou na sexta-feira, 13 de fevereiro, que impôs sanções de 7.551 milhões de euros ao Crédit Agricole, pelo incumprimento das suas obrigações em termos de avaliação de riscos ligados ao clima e ao ambiente.
Estas sanções, que o BCE pretende distinguir das “sanções” em sentido estrito que pode impor às instituições financeiras em caso de incumprimento das regras que lhes são impostas, cobrem um atraso de 75 dias indicado na comunicação à instituição de Frankfurt dos resultados da avaliação do banco dos riscos em causa. O BCE explica que “O Crédit agricole não avaliou suficientemente a materialidade dos seus riscos climáticos e ambientais antes do vencimento” que estava previsto para 2024.
O Crédit Agricole tomou nota da decisão do BCE ao expressar a sua “incompreensão” em relação a uma pena que ele julga “puramente administrativo” e acrescenta que “responder ao BCE com o nível de granularidade solicitado exigiu um trabalho pesado que, apesar da forte mobilização das equipas, não pôde ser finalizado no prazo exigido”. O grupo garante “que identifique e tenha naturalmente em conta os riscos climáticos e ambientais nos seus modelos”. Por seu lado, a ONG Reclaim Finance saudou uma “bom sinal” o que, segundo ela, mostra que o BCE “leva a sério os riscos climáticos e que os bancos não podem mais ignorá-los”.
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