Segunda-feira, 9 de fevereiro, os membros do Rally Nacional (RN) de Gard receberam uma boa notícia em sua caixa de e-mail: o partido apresentará uma lista nas eleições municipais de Bellegarde, o que poderá lhe permitir conquistar a aglomeração de Beaucaire. Para liderá-lo, um executivo postal aposentado, “fundador de um clube totalmente desportivo, de uma associação de conservação do património e da associação de genealogia” de Bellegarde. Um homem envolvido na vida da cidade, portanto, cujo compromisso associativo mais exigente o RN apagou modestamente: Philippe Gibelin é executivo do movimento identitário francês há quarenta anos.
Na década de 1980, foi tesoureiro do Grupo de Investigação e Estudo para a Civilização Europeia (Grécia), segundo o boletim interno desta organização etnodiferencialista, ponta de lança da nova direita, a escola de pensamento anti-igualitária que redefiniu o software da extrema direita.
Gibelin administra, com outros, a Domus Europa, a propriedade pertencente à Grécia perto de Aix-en-Provence (Bouches-du-Rhône) desde 1973. Esta área acolheu os eventos da extrema direita racialista durante meio século: acampamentos da organização neopagã de escotismo Europe Jeunesse – em que participaram as crianças Gibelin –, universidades da Grécia, Terre et Peuple ou Bloc Identity…
Sinal do seu papel essencial no movimento, em 2019 Philippe Gibelin presidiu à cerimónia de sepultamento do teórico “neodireitista” Guillaume Faye, radical entre os radicais, segundo o relato do seu companheiro de viagem Robert Steuckers. Executivo da nova direita na sua juventude, Gibelin evoluiu então, como o resto do movimento, para o Bloco identitário na década de 2010. Antes de lançar um site de “reinformação”, conceito caro aos identitários, e de fundar a sua própria associação, a Nationalité Citizenship Identity (NCI), que por isso o RN não mencionou.
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