Um foguete Ariane-6, lançado do centro espacial da Guiana em Kourou, 12 de fevereiro de 2026.

Este é um passo decisivo que acaba de ser dado para o programa Ariane-6. Pouco antes das 18 horas da quinta-feira, 12 de fevereiro, o Ariane-6, pela primeira vez em sua versão pesada, foi equipado com quatro “impulsionadores” (propelentes de reforço), retirados do centro espacial de Kourou (Guiana).

O foguete europeu colocou então em órbita, a cerca de 465 quilómetros, 32 satélites da Amazon Leo, a constelação do gigante americano do comércio eletrónico concebida para a transmissão pela Internet de altíssima velocidade. O sucesso deste sexto lançamento do programa é um alívio para a Arianespace: foi “a primeira missão comercial do Ariane-6, e portanto houve um importante problema de imagem”sublinha Jean-Baptiste Thépaut, especialista em comunicações por satélite da empresa de investigação Novaspace.

A outra questão era económica: assinado em abril de 2022, o contrato com a Amazon Leo, cujo valor nunca foi revelado, constitui o mais importante de toda a história da Arianespace. Isso abrange um total de 18 lançamentos e representa mais da metade da carteira de pedidos do Ariane-6. Este contrato é, portanto, essencial para perpetuar o programa que, desde o seu primeiro voo inaugural, em 9 de julho de 2024, permitiu finalmente que a Europa recuperasse o acesso ao espaço.

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