Quando fala da reunião de chefes de Estado e de governo europeus dedicada à competitividade, que se realizou quinta-feira, 12 de fevereiro, no castelo de Alden Biesen, na Bélgica, António Costa, o presidente do Conselho Europeu, fala de uma “aposentadoria”. Julgando lamentável o duplo sentido desta palavra, que poderia sugerir que os Vinte e Sete desistiram face ao declínio económico do Velho Continente, outros preferem o termo “seminário”.
Em qualquer caso, nos últimos anos, os europeus olharam constantemente para o seu défice de competitividade e, até agora, não encontraram uma forma de remediá-lo. “Há muitas palavras e muito poucas ações”lamentou o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson. “Palavras, palestras e nenhuma ação”, resumiu, de forma mais concisa, o seu homólogo checo, Andrej Babis. “A lentidão, a tristeza, a falta de progresso levam as pessoas ao desespero”por seu lado, alertou o primeiro-ministro belga, Bart de Wever, na Rádio 1.
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