Está detido há quase seis meses e o seu caso preocupa a Direção-Geral de Segurança Externa (DGSE). Desde 14 de agosto de 2025, Yann V., um dos seus agentes estacionado em Bamako, está nas mãos da Agência Nacional de Segurança do Estado, os serviços de inteligência do Mali. É acusado pela junta governante, liderada pelo General Assimi Goïta, de ter participado numa “tentativa de desestabilização” na companhia de cerca de dez soldados e oficiais superiores do Mali, também detidos e ainda atrás das grades.
Para a “caixa”, uma das alcunhas da DGSE, o caso é ainda mais embaraçoso porque surge poucos meses depois de uma das piores crises internas da sua história: a detenção, durante mais de um ano, de quatro dos seus membros pela junta burquinense vizinha, aliada à do General Goïta – que foram finalmente libertados em Dezembro de 2024.
Perante esta nova detenção de um dos seus agentes no Sahel, Paris denunciou imediatamente “acusações infundadas” e exigiu sua libertação “sem demora”. Oficialmente segundo secretário da embaixada francesa em Bamako, título que teoricamente lhe conferia imunidade diplomática ao abrigo da Convenção de Viena de 1961, Yann V. esteve presente no Mali sob a sua identidade real e foi devidamente acreditado como oficial da DGSE junto das autoridades malianas. “O pequeno serralho de Bamako sabia muito bem quem era. Não se escondia e via muita gente, apresentando-se muitas vezes como membro do “serviço de vigilância da embaixada””.afirma um dos seus interlocutores malianos, sob condição de anonimato.
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