O risco de o mortal vírus Nipah se espalhar globalmente é baixo, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS), após três casos de infecções na Índia e em Bangladesh, incluindo uma morte. E o risco para os europeus também é mínimo, indicou anteriormente o Centro de Prevenção e Controlo de Doenças.

Os sintomas incluem febre alta, vômito e infecção respiratória. Os casos graves podem ser caracterizados por convulsões e inflamação cerebral que levam ao coma. Não existe vacina contra este vírus, que geralmente é transmitido aos humanos através de animais ou alimentos contaminados. A taxa de mortalidade varia de 40 a 75%, segundo a OMS.

A OMS avalia o risco de propagação do vírus Nipah, tanto regional como globalmente, como baixo“, declarou o seu diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no dia 11 de fevereiro, em conferência de imprensa, quarta-feira, em Genebra. No mês passado, foram confirmados dois casos de contaminação por este vírus no estado de Bengala Ocidental, no nordeste da Índia. É neste mesmo estado que foram registados os primeiros casos no país, em 2001.

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Uma morte em Bangladesh

Uma mulher morreu em Bangladesh na semana passada após contrair o vírus “,provocando temores de uma disseminação mais ampla“.”As duas casas não estão ligadas“, afirmou o diretor da OMS, “embora ambos tenham ocorrido ao longo da fronteira Índia-Bangladesh“, onde encontramos em particular”morcegos frugívoros, conhecidos por serem os portadores naturais do vírus“. Nenhum caso adicional foi identificado após rastrear mais de 230 contatos.

O primeiro surto de Nipah foi registrado em 1998, depois que o vírus se espalhou entre criadores de suínos na Malásia. Seu nome vem da vila deste país do Sudeste Asiático onde foi descoberto. Em 2018, uma epidemia em Kerala, estado no sul da Índia, deixou 17 mortos.

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