Sobre a chamada lei Duplomb, que visa eliminar as restrições à profissão agrícola, houve votação sem debate. Em maio, a maioria dos deputados optou por rejeitar antecipadamente o texto, antes de examinar a proposta no hemiciclo, para enviá-la diretamente à comissão mista. Na quarta-feira, 11 de fevereiro, houve o debate sem votação. Sete meses depois de uma petição que reuniu mais de 2,1 milhões de signatários no site da Assembleia Nacional, um recorde para uma iniciativa que exigia autenticação rigorosa, a representação nacional dedicou uma sessão a esta mobilização cidadã sem precedentes.
Para isso, primeiro, a Presidente da Assembleia, Yaël Braun-Pivet, quis supervisionar ela própria a sessão. “É a primeira vez que se aplica este procedimento, que estabelece uma ligação entre a sociedade civil e a representação nacionalela disse. Este diálogo terá obviamente de continuar para além da sessão desta tarde. »
No mérito, porém, o debate não terá permitido delinear uma reconciliação entre os defensores de uma agricultura que deve produzir, acreditam, em igualdade de condições com os seus vizinhos, mesmo que isso signifique rever certas regras e constrangimentos, e os proponentes da transição agroecológica como resposta aos desafios do aquecimento global, da preservação dos recursos e da manutenção dos rendimentos agrícolas. O hemiciclo, embora esparso, parecia mais dividido do que nunca quanto ao modelo agrícola a defender.
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