Cees Nooteboom.

De Cees Nooteboom, dentro de alguns anos, quando o tempo suavizar a memória, alguns provavelmente dirão que tudo o que lhe faltava era um Prêmio Nobel. Como que para coroar uma admirável carreira literária alimentada por uma curiosidade insaciável que retrospectivamente serviu de poética – produzindo romances, ensaios, livros de arte e poemas por mais de setenta anos. No clube dos grandes Nobelistas “esquecidos”, o escritor holandês junta-se a Virginia Woolf, Philip Roth, Italo Calvino e Jorge Luis Borges, entre outros.

Figura importante nas letras holandesas e europeias na segunda metade do século XXe século e o alvorecer do século XXIeele é um daqueles que a memória literária e seus muitos admiradores honram muito melhor do que qualquer recompensa. Longe das trombetas da fama que acompanham o bastão do marechal sueco, Cees Nooteboom, que morreu na quarta-feira, 11 de fevereiro, aos 92 anos, terá viajado de livro em livro contando com o do peregrino, do viajante e do adivinho.

Você ainda tem 87,87% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.

Fonte

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *