Embaixador francês em Moscovo de 2020 a 2024, Pierre Lévy acompanhou o aumento das tensões que levou, em Fevereiro de 2022, à “operação militar especial” de Vladimir Putin contra a Ucrânia. Em No coração da Rússia em guerra (Tallandier, 2025), ele conta a história deste “deslizando em direção ao abismo”. Reunião antes do seu discurso, sábado, 21 de fevereiro, em La Nuit de l’Europe, organizado pela Sciences Po Strasbourg.
No dia 24 de Fevereiro, aniversário da invasão russa da Ucrânia e do início da guerra, a ONU deverá adoptar uma resolução. Simples formalidade ou votação revelando novas realidades geopolíticas?
Esta votação na Assembleia Geral das Nações Unidas servirá de barómetro. No dia 2 de março de 2022, logo após a invasão da Ucrânia, 141 países [sur 193] votou a favor da resolução que condena a agressão russa, apelando ao respeito pela integridade territorial e pelos princípios da Carta das Nações Unidas. Cinco países votaram contra (Rússia, Bielorrússia, Eritreia, Coreia do Norte, Síria) e 35 abstiveram-se, como a China. As coisas estavam claras. Depois, em 2025, houve duas resoluções: uma apresentada pela Ucrânia e apoiada pelos europeus; a outra, pelos Estados Unidos de Donald Trump que, de facto, se aliaram à Rússia de Vladimir Putin para promover a sua ideia comum de uma paz rápida, sem condenação da agressão russa, nem defesa da integridade territorial da Ucrânia.
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