O alerta foi emitido às 17h03. naquele dia, o cientista de serviço no Observatório Vulcanológico Piton de la Fournaise (OVPF-IPGP), na Reunião, recebeu uma mensagem de alerta de voz informando-o de que a actual crise sísmica seria seguida de uma erupção, porque a estação sísmica Rivière de l’Est (RER) tinha detectado um sinal de “jerk” de alta intensidade. Duas horas e quarenta e cinco minutos depois, às 19h48, uma das webcams colocadas à beira do Enclos Fouqué enviou imagens da primeira fonte de lava. Encantando os cariocas, que gostam desse tipo de espetáculo. E trazendo nova satisfação a François Beauducel, do Instituto de Física do Globo de Paris (IPGP), encantado por ter alcançado, pelo 25ºe vezes consecutivas, para prever o fenômeno.
Com alguns colegas do IPGP e do Centro Alemão de Investigação em Ciências da Terra (GFZ Helmholtz), este geofísico embarcou num projecto ambicioso: detectar certos sinais precursores de erupções vulcânicas. Os resultados de sua pesquisa, publicados em dezembro de 2025 na revista Comunicações da Natureza, permitem, escrevem eles, antecipar o aumento do magma com até oito horas e meia de antecedência, ou seja, tempo suficiente para implementar medidas de salvaguarda para as populações.
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