A ideia está em sua mente desde que chegou à cabeceira da Grande Mesquita de Paris em 2020. Alguns anos, centenas de horas de audiências, consultas e reflexões depois, as equipes de Chems-Eddine Hafiz, reitor deste emblemático local de culto muçulmano na capital, apresentam, terça-feira, 10 de fevereiro, seu guia, intitulado “Muçulmanos no Ocidente”, adaptar o discurso religioso muçulmano à sociedade e cultura francesas. Uma soma de mil páginas apresentadas como uma espécie de ” Leis de Trânsito “ para que os muçulmanos, explica Hafiz, possam viver pacificamente a sua fé em França.
Na origem do projecto, explica o reitor da mesquita, está o que ele entende como “uma imagem desastrosa do Islão” entre a opinião pública. O país está a sair de uma década regularmente marcada por ataques islâmicos e pela utilização da religião por terroristas para justificar os seus ataques. Como resultado, ele percebe, inúmeras confusões das quais os muçulmanos praticantes, que entraram involuntariamente numa era de suspeita, podem ser vítimas.
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