Para construir uma estratégia de investigação sustentável, ou seja, limitar os seus efeitos no ambiente (clima, biodiversidade, água, ar, etc.), ao mesmo tempo que produz novos conhecimentos e garante boas condições de trabalho, a Universidade de Lausanne (Suíça) inspirou-se num conceito, o donut, imaginado pela economista britânica Kate Raworth que popularizou em 2017 num livro, A teoria dos donuts (Plon, 2018).

Esta estrutura conceitual define a área “justo e seguro” para as atividades da universidade, entre o respeito aos limites planetários e “piso social”. Este último termo reúne vários fatores como saúde, emprego, educação, bem-estar animal, valores de autonomia e inclusão, etc.

Vários trabalhos científicos permitiram definir os limites a respeitar em cerca de quinze parâmetros. A universidade avaliou então o efeito das suas actividades sobre determinadas pessoas (está em processo de quantificação da componente “piso social”) para saber onde se encontra e, sobretudo, para determinar os esforços que deve fazer para “entre no donut”.

A comunidade internacional, através do Donut Economics Action Lab, defende a ideia de que este conceito é uma poderosa alavanca de ação para desenvolver estratégias de desenvolvimento de longo prazo. Várias cidades (incluindo Grenoble e Valence, em França) ou universidades adoptaram esta abordagem.

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