Prioridade à Lua: a empresa SpaceX está relegando para segundo plano o seu objetivo de enviar humanos a Marte para dar prioridade ao estabelecimento de uma base lunar, anunciou no domingo o seu fundador, Elon Musk.

“Para aqueles que não sabem: a SpaceX já mudou a sua estratégia para a construção de uma cidade autónoma na Lua porque podemos conseguir isso potencialmente em menos de 10 anos, enquanto Marte levaria mais de 20 anos”, escreveu Musk na X, uma rede social que adquiriu em 2022.

Entre as dificuldades colocadas por Marte, o facto de “só ser possível” viajar para lá “quando os planetas se alinham, a cada 26 meses”, descreveu.

Embora “podemos lançar à Lua a cada 10 dias”, acrescentou o homem mais rico do mundo segundo o ranking da revista americana Forbes.

O acesso mais fácil ao satélite natural da Terra “significa que podemos multiplicar (lançamentos) muito mais rapidamente para terminar uma cidade lunar do que para uma cidade marciana”, acrescentou Elon Musk.

No entanto, a SpaceX não abandona o seu projecto para o Planeta Vermelho e esforçar-se-á “para construir uma cidade em Marte” e começará a fazê-lo “dentro de cinco a sete anos”, garante Musk.

A empresa do bilionário é hoje um player chave no setor espacial, graças aos seus contratos com a NASA. Mas alguns observadores consideraram que o projeto de Elon Musk a favor da colonização de Marte era demasiado ambicioso.

Esta mudança de perspetiva alinha a SpaceX com Donald Trump, que confirmou em dezembro que queria enviar os americanos de volta à Lua o mais rapidamente possível, “até 2028 no âmbito do programa Artemis” da agência espacial norte-americana, e relegar Marte para o segundo lugar.

Este regresso irá “afirmar o papel de liderança dos Estados Unidos no espaço, lançar as bases para o desenvolvimento económico lunar, preparar a viagem a Marte e inspirar a próxima geração de exploradores americanos”, estava também escrito no seu decreto presidencial.

Agora prevista para meados de 2027, a missão Artemis 3 que planeja o pouso na Lua deverá ser adiada novamente. O lander desenvolvido pela SpaceX não está pronto segundo especialistas do sector espacial, o que poderá beneficiar o programa espacial chinês, com Pequim também a querer enviar seres humanos à Lua.

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