A Automotive Cells Company (ACC), uma joint venture entre Stellantis, Mercedes e TotalEnergies, que fabrica baterias para carros elétricos, anunciou no sábado que as condições para relançar duas gigafábricas em Itália e na Alemanha “não estão cumpridas” e que o projeto poderá ser cancelado.

“Parece claramente que as pré-condições que permitem o relançamento dos projetos ACC na Alemanha e na Itália (…) não foram cumpridas. (…) Abrimos um diálogo construtivo com os representantes do conselho de trabalhadores na Alemanha e com os sindicatos na Itália para trabalhar nas modalidades de possível encerramento dos projetos Gigafactory em Kaiserslautern e Termoli”, indica um comunicado de imprensa da ACC.

O sindicato dos metalúrgicos italianos UILM, por sua vez, afirma que a cessação destes projetos, suspensa em maio de 2024, é definitiva.

“A gestão da ACC confirmou-nos esta manhã o que temíamos há muito tempo: o projecto da ACC para construir uma gigafábrica em Termoli foi definitivamente abandonado, tal como na Alemanha”, segundo um comunicado de imprensa da UILM.

A Stellantis, por sua vez, “toma nota da decisão da ACC de iniciar discussões com os parceiros sociais com vista à suspensão de projetos de gigafábricas na Alemanha e na Itália”, indica um comunicado de imprensa do grupo franco-ítalo-americano.

“Estamos a acompanhar de perto a situação e continuamos totalmente mobilizados para avaliar as implicações industriais e sociais”, continua a Stellantis, que atravessa um período de turbulência com o anúncio na sexta-feira de cobranças excecionais de 22 mil milhões de euros depois de ter sobrestimado o ritmo de vendas de carros elétricos.

Há uma semana, o diretor para a Europa da Stellantis, Emanuele Cappellano, declarou que a fábrica de Termoli continuará a produzir motores a gasolina “até 2030 e mesmo depois”, adaptados às normas ambientais europeias Euro 7.

Embora o projecto da fábrica de baterias em Termoli tenha sido suspenso, “isto permitirá a continuidade operacional do local, associada a produções chave para o futuro da empresa, registando normalmente volumes significativos”, sublinhou Emanuele Cappellano.

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