Estará o comércio externo a perder o seu estatuto nada invejável de calcanhar de Aquiles da economia francesa? O défice comercial, que entrou em colapso sob o peso dos preços da energia para atingir, em 2022, o recorde histórico de 161,7 mil milhões de euros, teve uma clara recuperação. Em 2025, apesar da guerra comercial lançada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, caiu para 69,2 mil milhões de euros, contra pouco mais de 79 mil milhões em 2024, segundo números publicados na sexta-feira, 6 de fevereiro, pelas alfândegas. Esta melhoria está associada a um aumento de 2,5% nas exportações, que atingiram 614,7 mil milhões de euros, mais dinâmico que as importações, que aumentaram apenas 0,7%, para 703,6 mil milhões de euros. A má notícia vem do setor agroalimentar, cujo saldo – que ainda assim permanece positivo – deteriora-se significativamente para atingir os 200 milhões de euros ao longo do ano, o seu valor mais baixo histórico desde a década de 2000, sublinham as alfândegas.
Este défice no comércio de bens, no entanto, continua em grande parte compensado pelo excedente registado no comércio de serviços que, por sua vez, atingiu 55,6 mil milhões de euros em 2025, uma ligeira descida face a 2024, quando atingiu 56,7 mil milhões de euros, conforme anunciou sexta-feira o Banco de França.
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