Na secção do campo de Roj (Síria) que reúne detidos de famílias jihadistas estrangeiras e seus filhos, 4 de fevereiro de 2026.

As condições da luta contra a organização Estado Islâmico (EI) na Síria acabam de sofrer um “mudança profunda”nas palavras do Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, e esta evolução preocupa a França.

Na sequência do acordo celebrado entre o governo de transição sírio e as Forças Democráticas Sírias (SDF, dominadas pelos curdos), para a governação do nordeste do país, em 30 de janeiro, Paris enviou o Ministro dos Negócios Estrangeiros para uma visita expressa à Síria e ao Iraque, na quinta-feira, 5 de fevereiro, e na sexta-feira, 6 de fevereiro, com todas as partes interessadas envolvidas. Em Erbil, encontrou-se com autoridades curdas de ambos os países.

“Estou numa missão anti-Daesh [acronyme arabe de l’EI] »afirmou Jean-Noël Barrot, perante o seu homólogo iraquiano, Fouad Hussein, em Bagdad, quinta-feira à tarde. Tal como no início do dia, após uma entrevista com o ministro dos Negócios Estrangeiros sírio, Assad Hassan Al-Chibani, em Damasco, o ministro francês falou dos ataques de 2015 em França, iniciados na região, e lembrou que “a segurança dos franceses também estava em jogo aqui”.

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