Em frente à fábrica Brandt, em Vendôme (Loir-et-Cher), 15 de dezembro de 2025.

Estará a França a viver uma nova fase de desindustrialização depois de alguns anos de recuperação? A questão surge ao ler os dados, recolhidos para o ano de 2025, da empresa de investigação Trendeo, publicados quinta-feira, 5 de fevereiro.

Esta análise anual oficial destaca “sinais conflitantes”. Por um lado, o ano de 2025 foi marcado por anúncios de investimentos recordes, sobretudo na área digital. Por outro lado, o tecido industrial tradicional, liderado pela indústria automóvel, está a afundar-se no vermelho. A ponto de o país ficar “na encruzilhada”sublinha David Cousquer, fundador da Trendeo, com “uma transformação profunda [son] economia “ em andamento. Uma mudança provocada pelo crescimento dos setores da nova revolução industrial (desenvolvimento digital e sustentável) face ao declínio dos antigos (indústrias pesadas), enfrentando cada vez mais a concorrência externa.

Quanto às preocupações, a dinâmica de criação de fábricas em território nacional iniciada nos últimos anos parece verdadeiramente encerrada. Depois de um pico histórico em 2021 e 2022, o saldo líquido (a diferença entre o número de criações e encerramentos de sítios) já tinha caído novamente para o valor negativo, no final de 2024, para – 15, e irá descer, em 2025, para – 63. “Um nível que não era alcançado desde 2013”especifica Trendeo.

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