A correção começa a assemelhar-se a uma descida ao inferno. Descendo quase 8% para 67.611 dólares (57.299 euros), quinta-feira, 5 de fevereiro, o preço do bitcoin, o criptoativo mais popular, apresenta agora uma queda de 46% face ao seu pico de outubro de 2025, próximo dos 125 mil dólares.
Uma cesta com os 10 “criptos” mais negociados nas principais plataformas apresenta queda de 50% em relação às suas máximas. O mercado destes ativos digitais regressa assim aos níveis de outubro de 2024, antes da reeleição de Donald Trump, desencadeando um novo ciclo de alta para o setor.
O surto de volatilidade que começou em Outubro de 2025 ampliou-se desde o final de Janeiro, na sequência da rápida queda dos preços dos metais preciosos, do ouro e especialmente da prata (que perdeu ainda mais de 10% na quinta-feira), vítimas da realização de lucros após aumentos espectaculares e máximos históricos.
A inversão da tendência do bitcoin foi amplificada por chamadas de margem, chamadas de fundos enviadas por intermediários financeiros – incluindo o mercado de derivados do CME Group – a investidores que assumiram posições curtas. E cada ultrapassagem descendente de um limiar significativo, como o de 70.000 dólares na quinta-feira, desencadeia novas liquidações de posições, por sua vez amplificando o declínio.
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