De um aterro ao lado de uma placa DIY, Christelle Coppens Chalhoub, jaqueta de marca “RTE” na parte traseira, designa fileiras de postes de eletricidade. Pertencem a uma das cinco “artérias” que ligam os dois “cinturões eléctricos” de muito alta tensão que rodeiam a Ile-de-France (IDF). Nesta zona comercial de Bonneuil-sur-Marne (Val-de-Marne) está a decorrer um projecto crucial para o futuro energético da França: o da modernização e adaptação da rede. “Neste troço da artéria começaremos por substituir 31 postes e 12 quilómetros de cabos e instalaremos 17 novos quilómetros até 2028”lista o delegado territorial do IDF do gestor da rede de transporte de eletricidade (RTE).
Há apenas um ano, em Fevereiro de 2025, a RTE apresentou um plano para transformar a rede francesa até 2040, no valor de quase 100 mil milhões de euros. O desafio é grande: a empresa deve renovar infraestruturas envelhecidas, mas também adaptá-las ao esperado aumento do consumo de eletricidade, essencial para se livrar do petróleo e do gás, bem como às consequências das alterações climáticas.
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