A situação tornou-se insustentável. Funcionários, políticos, acionistas… Durante uma semana, a gestão do grupo de serviços de TI Capgemini foi alvo de múltiplas pressões para rescindir o contrato assinado, em dezembro de 2025, pela sua subsidiária americana Capgemini Governement Services (CGS) com a polícia de imigração americana ICE (Immigration and Customs Enforcement). Este último é fortemente questionado pelos seus métodos, após a morte de dois cidadãos americanos em Minnesota.
Reunidos neste fim de semana, sábado, 31 de janeiro e domingo, 1º de janeiroer Em fevereiro, em reunião extraordinária, o conselho de administração da Capgemini tomou a decisão de vender esta empresa. “O processo de transferência (…) será iniciado imediatamente »especifica um comunicado de imprensa divulgado no domingo.
Para os representantes dos colaboradores da Capgemini (340.000 em todo o mundo, 37.000 em França), fortemente mobilizados desde a revelação deste contrato, poucos dias após o anúncio de um plano de reorganização que poderá levar à redução de 2.400 postos de trabalho, a venda da CGS é uma vitória. “Ajuda a clarificar o posicionamento do grupo face aos valores democráticos que pretende encarnar e promover”aprecia Abla Mécheri-Mokhtari, delegada central sindical CFE-CGC na Capgemini.
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