FRANÇA 5 – DOMINGO 1pronto-socorro FEVEREIRO ÀS 21h05 – DOCUMENTÁRIO
Na França de hoje, ninguém está acima da lei. Mas nem sempre foi assim. Isto exigiu, na década de 1990, que um punhado de magistrados se levantasse contra a corrupção. Entre eles, a juíza Eva Joly, primeira instrutora, acompanhada por Laurence Vichnievsky e depois Renaud Van Ruymbeke (falecido após as filmagens, em 10 de maio de 2024), em um caso que se tornou pioneiro: o caso dos Elfos.
O caso dos Elfos não é o imbróglio complexo e enfadonho que se poderia temer. O documentário em três partes dedicado a ele é uma demonstração brilhante disso. Em primeiro lugar, dando a palavra aos três juízes e aos seus principais intervenientes, advogados, comissários, jornalistas (incluindo Jean-Marie Pontaut, co-autor com Bernard George). Depois, ficcionalizando os interrogatórios e audiências essenciais. Assim construído, Elfo, um assunto de estado segue como um thriller. Melhor ainda, ao regressar às fontes da justiça financeira, permite avaliar o longo percurso percorrido em três décadas.
Ainda temos que lembrar de onde viemos. É esse o sentido do primeiro capítulo, que nos apresenta Eva Joly, em 1994. De origem norueguesa, de 50 anos, esta mulher de sotaque gutural, recentemente nomeada para o departamento financeiro, emerge do anonimato ao atacar o ícone empresarial do momento, Bernard Tapie, indiciado por evasão fiscal para o seu veleiro o Focéa. Este é o início de uma educação que durará sete anos.
Você ainda tem 67,62% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.