A proibição das redes sociais para menores de 15 anos acaba de ser votada, mas a questão da evasão técnica já está a ser levantada. Lúcida, a ministra Anne Le Hénanff alerta: a regulamentação das VPNs é a próxima batalha do executivo.

Se o sucesso político for alcançado, o desafio técnico permanece intacto. Convidado nesta sexta-feira Informações sobre FrançaAnne Le Hénanff, Ministra da IA ​​e dos Assuntos Digitais, congratulou-se com a adoção pela Assembleia da lei que proíbe as redes sociais para menores de 15 anos. Uma medida emblemática que deverá entrar em vigor no início do ano letivo de 2026, sob a supervisão da Comissão Europeia.

No entanto, um lado negro persiste e leva um nome de três letras: VPN. Estas redes privadas virtuais, que permitem modificar a sua localização e ocultar o seu IP, são a ferramenta ideal para contornar qualquer bloqueio geográfico ou verificação de idade.

Um ministro “não ingênuo” diante da evasão

Questionado sobre a facilidade com que os adolescentes poderiam burlar esta proibição, o ministro joga a carta franca. “Não sou ingénuo, conhecemos o ambiente digital em que todos operamos, obviamente que a VPN existe”ela admite.

O objetivo imediato não é a impermeabilização total, mas sim a proteção do maior número de pessoas possível. Anne Le Hénanff lembra um número assustador: a idade média da primeira conta numa rede social é de oito anos e meio. Nesta idade, “Acho que você não sabe que existe uma VPN, a menos que tenha a ajuda de um adulto”ela enfatiza.

Para o governo, se a lei já consegue proteger “65 a 70% das crianças” que não têm conhecimento técnico suficiente para instalar uma ferramenta de evasão, a aposta está ganha.

VPNs no visor: o desfoque persiste

Se a prioridade imediata continua a ser constranger as plataformas (TikTok, Instagram, Snapchat), o executivo já está a preparar a resposta técnica. O ministro foi claro: esta lei é apenas um primeiro passo e as ferramentas de anonimato estão agora na mira.

“É apenas o começo, VPNs são o próximo assunto da minha lista”, insistiu Anne Le Hénanff.

Como o governo planeja fazer isso? Por enquanto, o mistério permanece. Como observa Raphaël Grably, do BFM sur X, “o governo não quer dar mais detalhes sobre o que está planejado”. Podemos imaginar vários cenários, desde a remoção de aplicações VPN para contas menores nas lojas (Apple e Google), até uma obrigação de verificação de idade imposta diretamente aos editores de VPN. Um terreno jurídico escorregadio que promete debates animados.

Europa, o novo xerife digital

Ao contrário das tentativas anteriores, a França já não avança sozinha. Esta lei baseia-se agora no quadro robusto da Lei Europeia dos Serviços Digitais (DSA).

O argumento é sobretudo financeiro, porque o mercado europeu é o maior do mundo em número de cidadãos conectados. Os gigantes da web (GAMAM) têm todo o interesse em cooperar se não quiserem sofrer a ira de Bruxelas, que pode impor multas de até 6% do volume de negócios global. Resta saber se este impacto será suficiente para regular o uso de ferramentas de anonimato.

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